GAC-Valega.com: OFICINA DE TEATRO, ESCOLA DE VIDA

 

    

 

 

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Domingo 29 Novembro 2015
 OFICINA DE TEATRO, ESCOLA DE VIDA
OFICINA DE TEATRO, ESCOLA DE VIDA A convite do GAC (Grupo de Acção Cultural de Válega), o grupo de Teatro da Casa do Professor – Universidade Sénior de Vale de Cambra apresentou o seu espectáculo de opereta “Flor de Cambra” no Auditório Paroquial de Válega (Fundação Pe. Manuel Pereira e Pinho e Irmã) ao serão de sábado, 14 de Novembro. Na apresentação do espectáculo, o encenador Carlos Fonseca, que tem trabalhado também com o grupo de teatro do GAC, falou da sua satisfação de estar em Válega a apresentar um espectáculo de teatro. Contudo, disse também que teria ainda mais gosto se o espectáculo fosse representado por gente de Válega. Aproveitou a oportunidade para ajudar a divulgar a proposta do GAC de fundar uma Oficina de Teatro com o objectivo de dar continuidade ao seu grupo de teatro. Tive oportunidade de assistir à representação na primeira fila da plateia que, afinal, não constituiu nenhuma mordomia, porquanto os lugares disponíveis foram mais que muitos. Válega tem tradição de teatro, mas os tempos mudaram e hoje há outros meios de entretenimento eventualmente mais apelativos, ou menos “pesados” em termos de esforço cultural e intelectual. Perante as palavras de Carlos Fonseca ouvi uma espectadora sentada na fila anterior aquela onde me encontrava perguntar a um miúdo, certamente seu familiar, se queria ir para o teatro. A resposta saiu pronta: “Fogo!” Fosse o miúdo um pouco mais crescido e a palavra seria outra, não adequada a ser expressa neste apontamento. O diálogo terminou e o espectáculo começou no palco. Dei comigo a pensar em qual seria, no entendimento daquela criança e, quem sabe, no da sua familiar, o seu conceito das pessoas que se dedicam ao teatro. Provavelmente é de uma ocupação de quem não tem habilidade para mais nada senão fazer rir com mais ou menos chalaça. Sou de opinião de que grande parte dos nossos jovens chega à maioridade sem que lhes seja ministrado o conhecimento dos deveres da cidadania. Vivem até então como usufrutuários dos direitos que a mesma cidadania lhes atribui, numa vivência do menor esforço possível. Não lhes é ensinado a aplicar esforço no seu desenvolvimento cultural, profissional e social para que venham a ser homens e mulheres no sentido pleno de humanidade. Os actores evolucionaram em palco, personificando uma história de sabor tradicional que, segundo Carlos Fonseca, poderia ter tido lugar em Vale de Cambra, como em Válega ou em qualquer outra localidade. Um actor é um homem ou mulher que encarna personagens diferentes deles próprios, colocando em evidência defeitos e virtudes em ordem a criar um ambiente susceptível de educar e animar os espectadores a uma autocrítica das suas atitudes pessoais. Um palhaço também é um actor, mas não se confunda com um “bobo”, cujo único propósito é fazer rir qualquer pacóvio. O teatro é uma escola de vida. Pressupõe trabalho persistente e atenção às situações da vida real na intenção de, incarnando-as, poder intervir na vida da sociedade, cultivando e modificando comportamentos. Válega só poderá continuar a ter um grupo de teatro se os seus jovens e menos jovens se aventurarem a experimentar colocar em evidência o actor que carregam em si próprios. Cada pessoa constrói a sua própria personalidade, nem sempre seguindo os seus instintos naturais, mas sempre procurando caminhos novos, arriscando saídas em falso e futuros muitas vezes utópicos. “Quem não arrisca, não petisca”. Arrisque. A oficina de teatro do GAC será uma realidade com a sua participação. Experimente! A M
Submetido por Américo Matos [/html]

Domingo 29 Novembro 2015 - 11:57:05 
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